Alguém tem a receita?? Como não
se perder em meio a esse sentimento? Qual o limite entre o eu e o tu?
Lembro de pessoas como Jesus,
Madre Teresa de Calcutá, Gandhi, entre tantos outros que amou e amou inúmeras
pessoas, a humanidade para ser mais específica!
Qual era a medida desse amor?
E no nosso dia a dia, o amor
entre pais e filhos, entre marido e esposa, entre irmãos, entre namorados e
amigos, até onde vai esse amor, é condicionado? È incondicional? Vejo pessoas
que se doam totalmente nas relações, esperam ser reconhecidas e retribuídas, e
vejo também pessoas que hoje amam e amanhã não mais. É nessas relações que vejo
o maior desafio, um desafio atrás do outro, diário, onde a todo o momento testa
nossos limites. Até onde posso ir? Até onde permito que o outro chegue?
Penso que o amor ao outro é
proporcional ao tanto que nos amamos. Não falo de individualismo, mas sim de
reconhecimento sobre quem somos, como amamos, e o que buscamos em uma relação.
Para que queremos ter um filho? Por que queremos casar? “Todo mundo faz isso
né?” Não. Nem todo mundo faz isso, nem todo mundo casa, nem todo mundo tem
filho, buscam esse caminho sem nem saber por que. É o senso comum contribuindo
com a ausência de reflexão!
O quanto você quer amar? E afinal de contas: o
que é amor pra você? Sim, sei que existem inúmeros significados. Um deles que
gosto muito é “o amor é o que o amor faz”. O que você faz por você que mostra o
quanto você se ama? E o que você faz pelo outro que mostra esse amor?
E então após se amar, é
necessário reconhecer o outro, amar não só o que o outro faz, mas quem esta
pessoa é. E então o amor pode crescer, a medida pode aumentar, mas sem se
esquecer de si mesmo. Existe uma frase que diz “A medida do amor é amar sem
medida”, mas talvez a medida do amor seja o equilíbrio entre se amar e amar o
outro. Então ame a si mesmo, ame o que faz, ame o outro, ame a natureza, ame as
pessoas, ame a vida, ame o mundo, e demonstre esse amor!
Clarissa Freitas



