quinta-feira, 12 de abril de 2012

Qual a medida do amor?






Alguém tem a receita?? Como não se perder em meio a esse sentimento? Qual o limite entre o eu e o tu?
Lembro de pessoas como Jesus, Madre Teresa de Calcutá, Gandhi, entre tantos outros que amou e amou inúmeras pessoas, a humanidade para ser mais específica!
Qual era a medida desse amor?
E no nosso dia a dia, o amor entre pais e filhos, entre marido e esposa, entre irmãos, entre namorados e amigos, até onde vai esse amor, é condicionado? È incondicional? Vejo pessoas que se doam totalmente nas relações, esperam ser reconhecidas e retribuídas, e vejo também pessoas que hoje amam e amanhã não mais. É nessas relações que vejo o maior desafio, um desafio atrás do outro, diário, onde a todo o momento testa nossos limites. Até onde posso ir? Até onde permito que o outro chegue?
Penso que o amor ao outro é proporcional ao tanto que nos amamos. Não falo de individualismo, mas sim de reconhecimento sobre quem somos, como amamos, e o que buscamos em uma relação. Para que queremos ter um filho? Por que queremos casar? “Todo mundo faz isso né?” Não. Nem todo mundo faz isso, nem todo mundo casa, nem todo mundo tem filho, buscam esse caminho sem nem saber por que. É o senso comum contribuindo com a ausência de reflexão!
 O quanto você quer amar? E afinal de contas: o que é amor pra você? Sim, sei que existem inúmeros significados. Um deles que gosto muito é “o amor é o que o amor faz”. O que você faz por você que mostra o quanto você se ama? E o que você faz pelo outro que mostra esse amor?
E então após se amar, é necessário reconhecer o outro, amar não só o que o outro faz, mas quem esta pessoa é. E então o amor pode crescer, a medida pode aumentar, mas sem se esquecer de si mesmo. Existe uma frase que diz “A medida do amor é amar sem medida”, mas talvez a medida do amor seja o equilíbrio entre se amar e amar o outro. Então ame a si mesmo, ame o que faz, ame o outro, ame a natureza, ame as pessoas, ame a vida, ame o mundo, e demonstre esse amor!

Clarissa Freitas

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012


Quem tem medo do escuro?


Ao ler este título neste blog que fala sobre o amor, você deve estar questionando: o que tem uma coisa a ver com a outra?
Quando pensamos em estruturar o workoshop “O amor e suas relações” baseando-nos em nossa experiência clínica e com grupos, o fizemos por escolha de uma percepção imediata das questões trazidas à terapia, presente no discurso sobre as formas de relacionamentos cada vez mais diversas (relacionamentos abertos, virtuais, parceiros sexuais, ...) e não tão bem definidos quanto os velhos conhecidos status de “casado”, “solteiro”, “separado”.  Neste cenário de indefinição que permite que tudo seja possível, amor e prazer seguem muitas vezes distintos, apesar do desejo da união destes dois. A pergunta feita é: como conciliar amor e prazer em uma relação estável e duradoura?  O problema geralmente ocorre nas díades “amor e estável” e “prazer e duradouro”.

Acredito que todos passamos em algum momento da vida em que tivemos medo do escuro. Acontece principalmente na infância, quando ainda precisamos que alguém nos dê segurança, geralmente pai, mãe ou irmão. Enfim, quando em um quarto escuro, com medo, parece que os sentidos se multiplicam e ouvimos mais, vemos mais e por isso, sentimos mais. O medo é capaz de criar monstros, aumentar as coisas, as percepções.  O objetivo é nos proteger, porém na grande maioria das vezes, em seu exagero, erra. 
Crescemos e o medo continua em nós, faz parte do nosso instinto de sobrevivência. Só que o escuro, o desconhecido, passa a ser outro....o OUTRO. E quando se trata do Outro, todos sabemos que não há como saber. Muito se diz por aí “coração do outro é terra que ninguém conhece”. Esta é a deixa para o medo aparecer novamente. Não tem horóscopo, oráculo, runas ou pêndulos capazes de nos apontar com certeza o futuro de uma relação, quem dirá então do dia-a-dia, a disposição para suportar diferenças, a capacidade de superação, de perdão, de não acumular ressentimento embaixo do tapete. Toda essa incerteza associada às promessas de possibilidades que a liberdade oferece acabam levando à novas formas de relacionamento com promessas de associar o bom e o confortável. O “pega, mas não se apega”. Mas e o amor, onde fica? Qual o espaço para ele nas relações? Como conciliar o sentimento e a forma de me relacionar? Eu realmente estou me relacionando de forma coerente com o que eu desejo na minha alma?

 “Estou casada(o) mas já não me reconheço, perdi minha identidade para viver um amor, um relacionamento. Era preciso?Tinha que ser assim?” .
 “Perdi minha identidade porquê estou com várias pessoas e me sinto só, e nunca foi o que eu quis, ficar ficando... queria alguém comigo”.
“Quero ter alguém que eu possa confiar, que seja companheira(o), fiel, mas enquanto não acho a certa, me divirto com as erradas.”  

Você já ouviu isso em algum lugar?
Você já disse isso?

Este workshop tem como objetivo o encontro com o desejo, com o anseio que move cada pessoa de encontro, com encontros, ou para longe de uma relação, sem pretensão de julgar qual a melhor forma de relacionamento ou sugerir fórmulas para o amor. O amor, antes de ser uma relação, é único, de cada um, possui uma identidade. Estar coerente com este sentimento, entendê-lo melhor, esclarecer o contexto das relações atuais, conhecer e entender porquê muito do que foi dito sobre ele permanece válido por séculos, e, principalmente,  vivenciando o amor  por si mesmo , sozinho ou acompanhado.


Mariana Oliveira
Workshop : O amor e suas relações
Data: 3 de março de 2012
Inscrições: clarissa.2704@hotmail.com



terça-feira, 10 de janeiro de 2012